Estava eu meditando para tentar acalmar essa mente ansiosa. Dica da minha psicóloga que me mandou até um app para isso chamado Lojong (super recomendo).
Pois bem, o exercício do dia era: compaixão e autocompaixão.
A compaixão é esse olhar com amor para a dor do outro e a nossa própria. Com esse olhar amoroso que acalma, conforta, cura e liberta do sofrimento.
Em um dado momento, a voz pede para que imaginemos um símbolo, uma imagem ou uma pessoa que represente esse sentimento. E, para minha surpresa, um nariz vermelho com penas coloridas foi a primeira coisa que veio à minha mente.
Esse nariz vermelho com penas me acompanhou por quase 5 anos e me transformou. É símbolo de compaixão, de amor, de esperança e de entrega. Foi bom de ver de volta, Dra. Índia. Quanto tempo você ficou longe de mim, adormecida. Mas que bom que veio agora, quando mais preciso.
Ela, minha versão palhaça (e 100 mil vezes melhor), trouxe conforto. Conforto esse que ela estendia aos internos em hospitais e asilos. Conforto esse, que sai mais facilmente quando é direcionado ao outro, mas que também é necessário e faz parte do autocuidado.
Meu significado de compaixão é esse projeto, esse olhar atento e sincero para o outro, esse sorriso que agora deve aparecer também em mim. É esse nariz vermelho e essas penas coloridas que aquecem o meu coração.
Saudades, Dra. Índia, volte sempre que quiser (e quando eu precisar).

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